Trombose e Anticoncepcional

No meu dia a dia do consultório tenho recebido muitas dúvidas de pacientes com relação a pílula. Muitas delas jovens que vão iniciar algum método e outras por complicações após anos de uso. Vamos às principais questões quando o assunto é anticoncepcional e trombose.

1) A pílula pode levar a trombose?

Com toda certeza e comprovação científica. Há na literatura médica uma série de pesquisa que evidenciam associação da pílula com maior risco da doença, principalmente de tromboembolismo venoso (TEV).

2) O tipo de anticoncepcional influencia no risco de TEV?

Sim. O grande vilão do risco trombótico é o estrógeno, componente das pílulas combinadas, que são as mais utilizadas. Outras formas de contracepção hormonal, que aparentemente são menos lesivos, como adesivo, implante trans dérmico, anel vaginal também são trombogênicos pela alta carga estrogênica e absorção sistêmica.

3) É aconselhável uma avaliação médica antes de iniciar o uso?

Sim. Esse é o ponto mais relevante. A pílula continua contribuindo no processo de emancipação feminina, portanto deve ser usada de forma responsável. O ideal é que as mulheres conversem com seus médicos sobre a intenção de iniciar um método contraceptivo. Há certas situações que aumentam o risco de trombose, como obesidade, tabagismo, diabetes e histórico pessoal ou familiar de doença trombótica e mulheres mais velhas. Nessas situações de risco deve ser ofertado outro tipo de contracepção que não a pílula combinada convencional.

4) Existe algum anticoncepcional hormonal que possa ser usado com segurança nas mulheres de risco de complicações trombóticas?

Sim. A pílula cuja composição exclusiva é a progesterona (minipílula) e o DIU (metálico ou hormonal não estrogênico, tipo levonorgestrel), não demonstraram risco significativo para a doença. Portanto, pode ser usados com segurança.

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