Tromboprofilaxia Hospitalar – Como é feita a avaliação de risco trombótico na internação?

As boas práticas de segurança do paciente preconizam que os hospitais tenham um protocolo de tromboprofilaxia. Esse manual deve fazer parte dos documentos institucionais e ser de amplo conhecimento de todos os profissionais da saúde incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros.

A primeira parte do processo é avaliar o risco trombótico de cada paciente, através de modelos de estratificação de risco, que consiste em um questionário com várias situações de risco (ex: idade, tempo que vai ficar acamado, doenças de base como câncer, infecção, cardiopatia, entre outros), devidamente pontuadas. Ao final tem-se uma nota que classifica o paciente como de alto ou baixo risco para a doença. Esse questionário é aplicado por médicos ou enfermeiros devidamente habilitados nas primeiras 24h pós admissão no hospital.

As escalas de estratificação de risco variam conforme o tipo de paciente (clínicos ou cirúrgicos), baseado no motivo para internação. Os pacientes cirúrgicos internam para realizar cirurgia, já os clínicos por outras causas. Nos pacientes cirúrgicos deve ser considerado o tipo de cirurgia, já que há cirurgias que por si só já classificam os pacientes como de alto risco como é o caso dos grandes procedimentos ortopédicos (próteses e fraturas de quadril ou fêmur).

Mais importante de tudo pessoal!! Os protocolos de tromboprofilaxia são reconhecidamente efetivos. Seu uso sistemático é capaz de prevenir a trombose hospitalar em até 70% dos casos

No próximo post vamos descrever os métodos de tromboprofilaxia. Não percam!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *