Trombofilia na Infância

O tromboembolismo (TEV) na infância é considerado uma condição grave com alta morbimortalidade. É uma área que exige atenção multidisciplinar, sendo que, diversos especialistas em algum momento lidarão com crianças com a doença.

Estudos recentes, em hospitais pediátricos norte-americanos, apontam expressivo aumento da incidência da doença de até 58 casos por 10.000 internações. É o que os pesquisadores chamaram de epidemia de trombose hospitalar. Acredita-se que isto se deva aos avanços tecnológicos no tratamento de crianças gravemente enfermas.

O TEV na criança na maioria das vezes se instala na vigência de outras doenças. A presença de um fator de risco está presente em mais de 90% dos casos, como cateter venoso central, câncer, cardiopatia, infecção.

O primeiro conhecimento que o pediatra deve ter é que a trombose em crianças está relacionada, na maioria das vezes, a algum fator de risco. A contribuição das trombofilias genéticas (deficiências de proteína C, S e antitrombina; fator V de Leiden e mutação da protrombina) na fisiopatologia da trombose pediátrica é pequena.

As principais indicações para investigação de trombofilia na infância são: episódios espontâneos, recorrentes ou presença de histórico familiar positivo para a doença.

Em casos suspeitos, devem ser pesquisadas doenças auto-imunes e também a síndrome antifosfolípide (SAAF). Essa trombofilia adquirida leva alto risco de recorrência e demanda de anticoagulação prolongada.

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