Toda pílula anticoncepcional leva a trombose?

O risco de trombose em usuárias de pílula é cerca de 5 vezes maior, comparado a mulheres que não utilizam o método. Entretanto, o risco não é uniforme e depende da formulação.

É preciso saber que o grande vilão trombótico é o ‘estrógeno’, o ‘etilnilestradiol sintético’, componente das pílulas combinadas mais comuns. Especialmente quando estão em altas concentrações (maior que 0,05 mg).

Em contrapartida, os contraceptivos orais, cuja composição é exclusiva à base de progesterona (minipílula) não estão relacionados a uma maior tendência trombótica.

Uma novidade é a pílula a base de ‘estradiol’, que seria um biosimilar do estrógeno natural produzido pelo ovário (Stezza®, Qlaria®). Um estudo clínico envolvendo grande número de mulheres não demonstrou aumento significante no risco trombogênico.

O ideal é que as mulheres conversem com seus médicos sobre a intenção de iniciar um anticoncepcional. Há certas situações que por si só são de risco vascular, como: histórico pessoal ou familiar de doença trombótica, obesidade, tabagismo, diabetes e outros.

Nesses casos não se deve prescrever contraceptivos estrogênicos e outras opções como a minipílula, o DIU ou métodos não hormonais devem ser oferecidas.

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