“Sangue grosso” – Mito ou Fato?

Essa expressão popular pode até ser usada de modo exagerado, mas tem sim um fundo de verdade. Vamos falar sobre o assunto?

Apesar de não existir no código internacional que classifica as doenças (CID) qualquer menção sobre “doença do sangue grosso”, sabe-se que determinados problemas de saúde são ocasionados por tal alteração.

Como já falei em posts anteriores o sangue é composto por três tipos celulares: leucócitos, hemácias e plaquetas. Se ocorrer aumento expressivo na quantidade dessas células haverá maior viscosidade (engrossamento) no sangue.

Portanto, o sangue vai circular com mais dificuldade dentro das artérias e veias com propensão a formação de coágulo. O paciente pode apresentar cefaléia, formigamento nos membros e dores nas pontas dos dedos. Casos mais graves podem evoluir para AVCI (derrame cerebral), infarto cardíaco e trombose venosa.

As doenças que levam hiperviscosidade sanguínea são chamadas neoplasia mieloproliferativas.

Na suspeita, deve-se pedir o hemograma, que faz a contagem das células sanguíneas. Esses pacientes são encaminhados para o hematologista que procedem a confirmação diagnóstica através da biópsia de medula óssea.

A abordagem inicial, para alguns casos, é a sangria terapêutica, procedimento que vai retirar parte do sangue e assim equilibrar a circulação. O tratamento definitivo é feito com quimioterapia. Atualmente muitos avanços ocorreram nessa área com drogas específicas no combate a doença e poucos efeitos colaterais.

Lembrem-se sempre: diagnóstico precoce é primordial para o sucesso do tratamento!!

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