SAAF: Quando a trombose é uma doença autoimune

A síndrome do anticorpo antifosfolípide (SAAF) é uma trombofilia adquirida, isto é, não hereditária. É considerada rara e ocorre em 10% de pessoas com trombose venosa e em 5% de mulheres com complicações na gestação.

Na doença o organismo produz anticorpos contra fosfolipídios, que são importantes no processo de coagulação sanguínea.

Portanto, a SAAF é uma condição autoimune sistêmica. Pode ou não estar associada ao lúpus.

A complicação mais comum é a trombose. Esta pode ser arterial (AVC, infarto) ou venosa, como trombose venosa profunda (TVP). Geralmente são tromboses espontâneas, em jovens sem outros fatores de risco.

Na gestação esses anticorpos podem interferir com a fixação do embrião na parede do útero, e levar abortos, eclampsia ou insuficiência placentária.

O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e laboratoriais.

Por se tratar de doença trombótica, o tratamento é a anticoagulação prolongada.

A droga preferencial é a Varfarina (antagonista da vitamina K) por ser mais eficiente na prevenção de trombose.

Nos casos de SAAF gestacional são usadas baixas doses de aspirina e anticoagulação com heparina de baixo peso (enoxaparina).

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