Reposição de testosterona: Risco de trombose

É notável o aumento da prescrição de testosterona nas últimas duas décadas.

Além da indicação tradicional da reposição do hormônio no hipogonadismo (doença que reduz a produção da testosterona), atualmente também prosperam o uso da medicação para tratamento de disfunção sexual e fadiga crônica.

Vou falar com vocês sobre efeitos colaterais, relacionados ao risco trombótico. Essa questão faz sentido, por se tratar de hormônio sexual e já é bem estabelecido a associação do estrógeno (pílula) com trombose na mulher.

Mas afinal, o que a ciência tem a nos informar?

Uma publicação recente (2020) que analisou cerca de 39.000 homens em uso de testosterona mostrou uma incidência de trombose 2 vezes maior que no grupo que não usou o hormônio. O risco foi maior nos primeiros 6 meses de tratamento e naqueles com idade inferior a 65 anos.

E engana-se quem acha que a forma de apresentação da medicação influencia na chance de ter a doença. O risco foisimilar para o hormônio usado por via transdérmica (gel, patches) ou injetável.

Esses resultados chamam atenção de médicos e pacientes para o risco trombótico relacionado a reposição de testosterona. Fica clara a importância de estabelecer o real benefício, assim como avaliação cardiovascular antes de iniciar o tratamento.

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