Purpura Trombocitopênica Imune (PTI) no Adulto

Complementando nosso post anterior, vamos falar hoje sobre a PTI no adulto.

Diferente da criança, a doença na maioria das vezes (80%) cronifica.

A doença pode ser desencadeada por outros problemas de base, como: infecção (HIV, hepatites entre outros), processos autoimunes como lúpus, artrite reumatóide. Por outro lado pode ser primária, quando nenhuma causa é encontrada. Por isso é necessário que o paciente seja investigado de forma minuciosa através de exames laboratoriais e até biópsia de medula óssea.

Ficar atenta para presença de tumor, principalmente entre pacientes acima de 50 anos ou com queixas sistêmicas. A PTI é considerada síndrome paraneoplásica, ou seja, pode ser a apresentação inicial de um câncer.

A evolução é muito variável e depende da intensidade da redução das plaquetas (plaquetopenia). Nos casos leves (plaquetas > 80.000) a doença costuma não apresentar sintomas e a conduta é apenas observação. Em contrapartida, outros pacientes têm uma evolução avassaladora com plaquetopenia grave (< 30.000) e sangramentos com risco de vida (hemorragia digestiva, intracraniana).

O tratamento tem por objetivo modular o sistema imune para controlar a produção de anticorpos. É feito por etapas, dependendo da resposta do paciente, sendo a primeira opção o corticoide. Nos casos refratários, pode-se também usar: imunoglobulina, azatioprina, cloroquina. Alguns pacientes terão que fazer retirada do baço (esplenectomia) para controle dos sintomas.

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