Hidroxicloroquina e Infecção por COVID-19

A Cloroquina e Hidroxicloroquina são drogas utilizadas para, o tratamento da Malária e em doenças auto imunes como: Lúpus, Artrite Reumatóide, Púrpura Trombocitopênica, entre outras.

Em Março de 2020 o Ministério da Saúde do Brasil, através da ANVISA, a exemplo de outros órgãos públicos de saúde como FDA (Food and Drug Administration) Norte Americano, aprovou uso dessa medicação para pacientes internados pelo Coronavírus.

É importante ressaltar que, não há estudos científicos que permitam afirmar que a droga é efetiva para a infecção. O que se tem, são relatos de casos de hospitais que usaram a medicação de forma empírica com bons resultados.

Reitero: NÃO HOUVE RIGOR METODOLÓGICO CIENTÍFICO NA CONDUÇÃO DESSES ESTUDOS, PORTANTO NÃO ESTÁ CLARO SE REALMENTE A DROGA É EFICAZ CONTRA A INFECÇÃO.

Não se pode excluir que outras variáveis, atuaram para melhora desses pacientes, sem relação direta com a Cloroquina.

Entretanto, estamos em um momento crítico com avanço da pandemia com número maciço de mortes. A infecção é nova e sabemos muito pouco sobre os mecanismos de atuação viral e modos de debelar sua replicação.

Faço a seguinte analogia: Na guerra a luta são com as armas disponíveis, mesmo sem saber se são as mais eficientes.

Outro ponto que eu gostaria de chamar a atenção é que a liberação da Cloroquina é para pacientes com COVID-19 internados e, portanto, com formas moderadas e graves da doença. Não deve ser usada para prevenção ou casos leves da infecção.

Não esqueçamos que há pacientes que dependem dessa medicação e correm o risco de ficarem desabastecidos com reativação de suas doenças, se houver uso irrestrito da droga. Infelizmente, já tenho pacientes nessa situação.

Se tem um fator positivo que essa pandemia nos mostrou é que vivemos em interdependência com os outros.

Sendo assim, sejamos responsáveis!

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