COVID 19 – Há Benefício do Uso do Anticoagulante?

A infecção pelo COVID-19 apresenta alto risco de doenças tromboembólicas. Estão entre essas complicações, especialmente: trombose venosa profunda e embolia pulmonar, mas também podem ocorrer tromboses arteriais como: infarto cardíaco e AVCI (derrame cerebral).

Isso acontece por características do próprio vírus, que age diretamente na parede do vaso sanguíneo levando uma endotelite (inflamação do endotélio vascular). Somam-se a isso outros fatores de risco que esses pacientes estão sujeitos como imobilidade (longos períodos de internação e repouso), desidratação, entre outros.

Devido a trombogenicidade viral, uso de anticoagulantes desde o inicio da pandemia tem sido aventado como parte do arsenal terapêutico para infecção.

Sempre faço questão de relembrar que as medicações não devem ser utilizadas de forma irracional, por “achismo”, “excesso de zelo”, opinião de amigos e parentes”. Para prescrição de qualquer droga deve ser avaliado risco x benefício por um médico.

Lanço agora a questão principal do post. Todos os pacientes suspeitos devem ser anticoagulados? Quais as reais indicações de anticoagular?

Essa pergunta ainda é uma dúvida que vai pairar enquanto não forem finalizados os estudos clínicos comparando a eficácia e segurança dessas drogas na COVID-19.

Enquanto não temos uma resposta definitiva baseada na ciência, seguem as recomendações de especialistas:

– A anticoagulação não deve ser indicada para todos os pacientes com a infecção, especialmente formas leves que estão em casa;

– Todos os pacientes adultos hospitalizados, sem contraindicações, devem receber anticoagulantes;

– Grupos de risco que mesmo em casa deve ser aventado a prescrição de anticoagulantes:

Antecedente de tromboembolismo;

Comorbidades: obesidade, diabetes, hipertensão, cardiopatias, entre outros.

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