Câncer e Trombose: Tratamento e Medidas de Prevenção

O tratamento deve ser feito com uso de anticoagulantes, que inibem a formação dos coágulos. A droga tem como principal efeito colateral o risco de sangramento.

As opções clássicas são heparina de baixo peso molecular (Enoxaparina), uso subcutâneo e varfarina (Marevan). Recentemente, foram incluídos nesse arsenal os novos anticoagulantes orais. Estudos em pacientes com câncer mostraram que eles são tão eficazes e até mais seguros com relação ao risco de hemorragia, comparados aos esquemas clássicos de tratamento (Heparina).

A duração do anticoagulante pode variar de 6 a 12 meses ou mesmo um tempo maior, enquanto durar o tratamento para o câncer.

Devemos lembrar que pacientes com câncer fazem parte de um grupo frágil com múltiplas comorbidades e em uso de quimioterapia sistêmica, que podem mexer na coagulação com risco ainda maior de hemorragia.

Pela alta associação entre trombose e câncer, medidas de prevenção devem ser implementadas, quando necessárias. Todos os pacientes devem ser submetidos a uma avaliação minuciosa para definir seu grau de risco.

Atenção também a períodos do tratamento onde é potencializado o risco trombótico como imobilização prolongada (internações, traumas, pós operatório), uso de catéter venoso e determinadas quimioterapias. O anticoagulante pode ser necessário.

O câncer já é um doloroso processo para o paciente. Complicações passíveis de prevenção não podem ser toleradas!

Procure um hematologista!

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